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Mercado de Trabalho: Brasil Cria 1,27 Milhão de Vagas Formais em 2025, Mas Ritmo Desacelera

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Brasil registrou a criação de 1.279.498 postos de trabalho formais em 2025, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma desaceleração significativa em comparação com o ano anterior, refletindo os impactos de fatores como os juros elevados e um cenário econômico menos dinâmico ao longo do período.

Desempenho Anual: Um Freio na Geração de Empregos

O saldo de 1,279 milhão de empregos com carteira assinada em 2025 é 23,73% menor do que o apurado em 2024, quando o país havia criado 1.677.575 vagas. O Caged, que calcula a diferença entre contratações e demissões, incorpora ajustes regulares, considerando declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retificações de meses anteriores, o que garante a precisão dos números apresentados e a percepção do arrefecimento da atividade no mercado de trabalho formal.

Dezembro de 2025: Mês de Retração Acentuada

Tradicionalmente marcado por desligamentos, o mês de dezembro de 2025 evidenciou uma retração ainda mais acentuada. Foram eliminados 618.164 empregos formais, um aumento de 11,29% nas demissões em relação ao mesmo mês de 2024, quando 555.430 vagas haviam sido fechadas. Este resultado configura o pior desempenho para um mês de dezembro desde 2020, período em que foram suprimidas 156.243 vagas. A metodologia atualizada do Caged, no entanto, impossibilita comparações com anos anteriores a 2020.

Setores da Economia: Contribuições e Destaques

Apesar da queda no ritmo geral, todos os cinco setores econômicos analisados pelo Caged registraram saldos positivos na criação de empregos formais em 2025. O setor de Serviços liderou, gerando 758.355 postos. Em seguida, o Comércio contribuiu com 247.097 vagas, enquanto a Indústria (englobando transformação, extração e outros tipos) abriu 144.319 novos empregos. A Construção Civil adicionou 87.878 postos, e a Agropecuária criou 41.870 vagas formais.

Áreas de Maior Impulso Setorial

Dentro do setor de Serviços, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que respondeu pela abertura de 318.460 vagas. Outro pilar importante foi a categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 194.903 novos postos. Na Indústria, a Indústria de Transformação foi o grande destaque, com um saldo positivo de 114.127 trabalhadores. O segmento de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação também contribuiu significativamente, com 14.346 vagas, e a indústria extrativa abriu 9.554 vagas.

Distribuição Geográfica: Emprego em Todas as Regiões e Estados

A criação de vagas formais em 2025 foi um fenômeno disseminado por todo o território nacional, com as cinco regiões do país apresentando saldo positivo. A Região Sudeste liderou, com 504.972 postos de trabalho, seguida pelo Nordeste, que gerou 347.940 vagas. O Sul registrou 186.126 postos, o Centro-Oeste adicionou 149.530, e a Região Norte criou 90.613 empregos formais.

No detalhamento por unidades da Federação, todos os estados brasileiros finalizaram o ano com saldo positivo na geração de empregos. São Paulo foi o grande destaque, com 311.228 novos postos, seguido pelo Rio de Janeiro (+100.920) e Bahia (+94.380). Na outra ponta, os menores saldos foram observados no Tocantins (+7.416 postos), Acre (+5.058) e Roraima (+2.568), evidenciando a heterogeneidade regional do mercado de trabalho formal.

Os dados do Caged para 2025 pintam um quadro de continuidade na geração de empregos formais no Brasil, sublinhando a capacidade de criação de vagas em diversos setores e regiões. Contudo, a notável desaceleração em relação ao ano anterior e o desempenho mais fraco em dezembro indicam que o mercado de trabalho está sob influência de um ambiente econômico mais desafiador. O acompanhamento contínuo dessas tendências será crucial para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais nos próximos períodos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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