PUBLICIDADE

[labads id='2']

Dogão e Robertinho: Cães Comunitários São ‘Promovidos’ a Gerente e Funcionário do Mês em Floricultura de Rio Preto

Teste Compartilhamento
G1

No coração da movimentada Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de São José do Rio Preto (SP), uma história incomum e tocante se desenrola em uma floricultura local. Dois cães comunitários, Dogão e Robertinho, transcenderam o papel de meros frequentadores para se tornarem membros honorários da equipe, conquistando os títulos de 'gerente' e 'funcionário do mês'. Sua presença não só ilumina o dia de trabalhadores e clientes, mas também serve como um poderoso lembrete do impacto transformador da compaixão e do cuidado.

A Chegada e as Inusitadas 'Promoções'

Dogão, o primeiro a chegar há aproximadamente três anos, rapidamente cativou os funcionários da floricultura com sua simpatia. Sua presença constante e seu comportamento tranquilo – muitas vezes encontrado dormindo – inspiraram a equipe a garantir seu bem-estar, providenciando alimentação, brinquedos e um local para descanso. Foi dessa rotina que surgiu a ideia bem-humorada de sua primeira 'promoção'.

Conforme relata Bruno Graciani Eredia, proprietário da floricultura, clientes frequentemente brincavam sobre o 'funcionário preguiçoso' que estava sempre dormindo. Para entrar na brincadeira, e inspirado por uma ideia vista anteriormente, Dogão foi oficialmente nomeado 'funcionário do mês'. A chegada de Robertinho, há cerca de dez meses, consolidou a dupla. A amizade instantânea entre os dois cães levou a uma nova redistribuição de 'cargos': Dogão ascendeu a 'gerente', e Robertinho assumiu o posto de 'funcionário do mês', com direito a quadros emoldurados exibindo suas fotos ao lado das placas de identificação, uma verdadeira celebração de sua integração.

Além dos Títulos: Uma Rede de Cuidado e Proteção

Longe da violência e negligência que, infelizmente, marcam muitas histórias de cães comunitários no Brasil, Dogão e Robertinho vivem uma realidade de afeto e segurança. Eles não apenas recebem carinho, mas também contam com alimentação garantida, casinhas e uma rede de apoio que assegura seu bem-estar. Para Bruno, essa relação vai além do cuidado, é uma escolha mútua: "Dá a impressão de que fomos escolhidos por eles, porque o amor é mesmo recíproco", ele comenta, destacando a profunda conexão entre humanos e animais.

A vida de Robertinho, contudo, não foi isenta de desafios. O cão foi vítima de maus-tratos e acidentes em suas andanças pela Ceagesp, como um ferimento na boca e uma perna quebrada após ser atropelado. Em cada ocasião, a comunidade da floricultura e adjacências se mobilizou, realizando rifas para custear os caros tratamentos veterinários. O apoio se estende a pet shops que oferecem banhos, medicamentos e vacinas gratuitamente, formando um verdadeiro ecossistema de solidariedade em torno dos animais.

O Vínculo Terapêutico e o Engajamento Comunitário

A presença de Dogão e Robertinho transformou a floricultura em um refúgio de carinho para todos. Jéssica de Campos Souza, vendedora de uma loja vizinha, expressa o impacto emocional que os cães têm em seu dia a dia. "Para mim, eles são uma terapia. Em meio à correria e ao estresse do trabalho, são minha válvula de escape. Às vezes, só um carinho neles já muda completamente o meu dia", relata. A oportunidade de cuidar e proporcionar afeto a esses animais é vista como uma forma de restaurar a dignidade que lhes foi tirada.

O sucesso da dupla canina transcendeu os limites da Ceagesp. Clientes de cidades vizinhas visitam o centro de distribuição especificamente para interagir com Dogão e Robertinho. A representante comercial Priscila Goulart da Silva, cliente antiga da floricultura, exemplifica esse encantamento. Após conhecer a história dos cães, ela se sentiu ainda mais conectada, tornando-se parte ativa da rede de apoio e expressando o prazer de contribuir para o bem-estar dos animais, que, segundo ela, "fazem bem" a todos.

A história de Dogão e Robertinho na Ceagesp de São José do Rio Preto é um testemunho comovente de como a empatia e o cuidado comunitário podem transformar a vida de animais e enriquecer a experiência humana. Mais do que meros 'gerente' e 'funcionário do mês', eles são símbolos vivos da capacidade humana de oferecer amor incondicional e de construir laços que transcendem as espécies, provando que a dignidade e a felicidade podem ser encontradas até mesmo nos lugares mais inesperados.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE

[labads id='3']