O recente envio de tropas e equipamentos militares dos Estados Unidos para Porto Rico acirrou as tensões com a Venezuela. A movimentação, segundo análise, não deve resultar em uma intervenção militar direta no país sul-americano, ao menos no curto prazo, apesar da escalada de hostilidades.
Especialistas apontam três cenários possíveis para o desenrolar da crise. A primeira hipótese seria uma demonstração de força por parte dos EUA, sem ações concretas. Contudo, essa estratégia é vista como ineficaz, podendo enfraquecer a imagem do governo americano e fortalecer o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A segunda possibilidade seria o apoio americano a movimentos internos de oposição na Venezuela, visando a derrubada do governo. Essa alternativa, no entanto, é considerada improvável devido à aparente falta de força e coesão da oposição venezuelana para efetuar tal mudança.
A mais discutida, e também considerada a menos provável no momento, seria uma intervenção militar direta dos EUA para depor Maduro. A avaliação é que negociações ainda em andamento entre os governos americano e venezuelano, tornam essa ação pouco provável a curto prazo.
Adicionalmente, uma intervenção militar americana poderia comprometer as ambições pessoais do presidente Trump, que almeja o Prêmio Nobel da Paz. Uma ação militar na Venezuela contraria esse objetivo, tornando-o mais distante.
A estratégia americana, de acordo com análises, deve focar-se em apresentar um plano que possibilite a saída de Maduro do poder, garantindo-lhe anistia e um local seguro para refúgio. O presidente venezuelano tem demonstrado resistência a essa proposta, indicando que as tensões persistirão enquanto as negociações continuam em andamento nos bastidores.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br