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Saúde em perigo: crescem os casos de fibrose pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos

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operação que prendeu a quadrilha suspeita de vender cigarros eletrônicos em São José do Rio Preto (SP) trouxe à tona o alerta para o risco à saúde e o aumento de casos de fibrose pulmonar que podem ser causados pelo fumo.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde indicam que, de janeiro a junho deste ano, houve crescimento de 33% no número de diagnósticos da doença, se comparado ao mesmo período no ano passado, na região noroeste paulista.

Segundo a pasta, na área de abrangência do Departamento Regional de Saúde (DRS) de São José do Rio Preto, foram 60 procedimentos clínicos ambulatoriais e oito internações por fibrose pulmonar.

No primeiro semestre de 2024, foram contabilizados 89 procedimentos clínicos ambulatoriais e seis internações. Em todo o ano de 2023, foram registrados 149 procedimentos clínicos ambulatoriais e 19 internações.

Na operação, a polícia apreendeu mais de 600 unidades, cuja venda é proibida em todo o país. Conforme a polícia, a ação foi realizada após relatos de adolescentes, enviados à corporação, que precisaram de transplante de pulmão por complicações associadas ao uso de cigarros eletrônicos.

Um estudo realizado pela Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com o Instituto do Coração (Incor) e o Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Medicina da USP, apontou que o vape provoca até seis vezes mais intoxicação por nicotina do que cigarro convencional.

O cigarro comum tem 1 mg de nicotina por unidade. A carga do cigarro eletrônico tem cerca de 50 mg e existem marcas no mercado com volume até maior. Ou seja, se uma pessoa fuma uma carga por dia, ela está fumando o que corresponde a 50 cigarros.

O cigarro eletrônico aquece líquidos que contêm diversas substâncias, como nicotina, propilenoglicol, glicerina vegetal e aromatizantes. Esses líquidos podem liberar compostos tóxicos que, quando atingem os pulmões, podem irritar os alvéolos.

Para entender a associação do cigarro eletrônico com a fibrose pulmonar, o g1 entrevistou o pneumologista Rafael Silva Musolino, de 45 anos, que informou que a doença é caracterizada por uma cicatrização progressiva do pulmão.

Conforme o especialista, além da possibilidade de inflamações pulmonares, o cigarro eletrônico comprovadamente gera dependência de nicotina e aumenta o risco de câncer de pulmão, enfisema, asma e até fibrose pulmonar.

Estudos apontam que o cigarro eletrônico provoca inflamações e lesões graves nos pulmões. A fibrose pulmonar, no caso, não tem cura e o tratamento varia de acordo com a causa.

Fonte: G1 Rio Preto

Foto: Divulgação

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