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Alckmin reitera tendência global de redução da jornada de trabalho e debate com Fiesp sobre futuro do mercado e comércio exterior

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

Em um cenário de efervescência econômica e social, o presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, pautou importantes discussões na noite da última segunda-feira (23) durante um encontro com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento, marcado pela assinatura de um acordo de cooperação para fortalecer as ações de combate a **práticas desleais** e ilegais no **comércio exterior brasileiro**, transformou-se também em palco para o acalorado debate sobre a **redução da jornada de trabalho** no país, questão que ecoa em diversas nações e mobiliza diferentes setores.

A proposta de se discutir o fim da escala 6×1, que já é uma prioridade anunciada por parte do governo, conforme destacou o deputado Guilherme Boulos, foi o ponto central da polêmica. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, aproveitou a ocasião para pleitear o adiamento da discussão para o próximo ano, citando o calendário eleitoral como um entrave à serenidade necessária para abordar um tema de tamanha complexidade. “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, argumentou Skaf, ressaltando o clima de polarização que frequentemente marca períodos pré-eleitorais e a necessidade de um debate técnico e desprovido de vieses políticos.

A Redução da Jornada: Tendência Global em Meio a Desafios Nacionais

Em resposta ao pleito da Fiesp, Alckmin posicionou-se a favor da necessidade de mudanças na **jornada de trabalho**, categorizando-a como uma **tendência mundial** em franco avanço. O presidente em exercício mencionou que essa evolução já está em curso globalmente, impulsionada por avanços tecnológicos, novas metodologias de gestão e uma crescente busca por **qualidade de vida** e produtividade. “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou Alckmin, reconhecendo a diversidade de realidades no **mercado de trabalho** brasileiro, que exige uma abordagem cuidadosa e multifacetada para a implementação de novas regras.

A discussão sobre a **redução da jornada de trabalho**, que no Brasil se intensifica com propostas como o fim da escala 6×1 – a qual implica em seis dias de trabalho e um de descanso, comum em diversos setores –, tem gerado debates acalorados entre trabalhadores, sindicatos e empresários. De um lado, defende-se a melhoria das condições de vida, a promoção do lazer e a saúde mental dos empregados, com estudos internacionais sugerindo que uma jornada menor pode até aumentar a produtividade. De outro, a **Fiesp** e outros setores da **indústria brasileira** manifestam preocupação com os custos operacionais, a manutenção da competitividade e os impactos na geração de empregos, especialmente em um contexto de recuperação econômica.

Defesa Comercial e Ambiente Regulatório: Pilares para a Competitividade

Para além do debate sobre a **jornada de trabalho**, o encontro foi palco da formalização de duas importantes parcerias entre o ministério e a **Fiesp**. Alckmin assinou dois protocolos de intenções: um focado em **defesa comercial** e outro em **ambiente regulatório**. Ambos visam combater a burocratização e promover a **competitividade** da **indústria brasileira** no cenário internacional. O protocolo de defesa comercial, em particular, busca estabelecer as bases para a cooperação institucional na promoção do **comércio justo** e no uso adequado dos instrumentos de defesa comercial previstos nas legislações nacional e internacional, como forma de combater o dumping e outras práticas predatórias que afetam a **indústria brasileira**. Uma das ações concretas previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, ferramenta essencial para identificar e quantificar danos causados por importações desleais.

O segundo protocolo, sobre **ambiente regulatório**, tem como objetivo principal a **desburocratização** e a otimização de processos que impactam diretamente as empresas. Ele busca fortalecer a qualidade regulatória no país, reduzir custos administrativos e desenvolver ações que diminuam as barreiras sistêmicas para quem deseja empreender e investir no Brasil. A digitalização dos serviços públicos e a integração de sistemas são pontos cruciais dessa iniciativa, prometendo mais agilidade e transparência para o setor produtivo. “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, pontuou Skaf, reforçando a importância dessas medidas para proteger a produção nacional e garantir um campo de jogo nivelado.

Confiança na Economia: Selic e Nova Tarifa Global

Em sua fala à diretoria da Fiesp, Alckmin também demonstrou otimismo em relação à economia, expressando confiança de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie a **redução da taxa básica de juros (Selic)** já em sua próxima reunião, prevista para março. Atualmente em um patamar elevado, a queda da **Selic** é ansiosamente aguardada por empresas e consumidores, pois tende a baratear o crédito, estimular o investimento e o consumo, impulsionando a atividade econômica. O presidente em exercício justificou sua expectativa pela apreciação do real e pela desinflação dos alimentos, fatores que indicam uma melhora nas condições macroeconômicas do país.

Outro ponto abordado foi a nova **tarifa global** de 15% estabelecida pelo governo dos Estados Unidos, uma medida que Alckmin avaliou como positiva para o Brasil. Explicou que o maior problema anteriormente era quando os EUA taxavam apenas produtos brasileiros, o que desequilibrava a balança comercial. Com uma tarifa aplicada de forma global, o cenário se torna mais equitativo, e o Brasil, ao lado de outros países, se beneficia de uma regra mais padronizada, eliminando barreiras seletivas que prejudicavam nossa competitividade em importantes mercados. Essa visão ressalta a importância de um cenário de comércio internacional mais previsível e menos sujeito a políticas protecionistas direcionadas.

O encontro entre Geraldo Alckmin e a Fiesp sublinha a complexidade das pautas econômicas e trabalhistas que permeiam o ambiente político-empresarial brasileiro. Desde a pressão por uma **redução da jornada de trabalho** – ecoando movimentos globais por mais qualidade de vida – até a necessidade premente de defender a **indústria brasileira** contra **práticas desleais** no **comércio exterior** e desburocratizar o **ambiente regulatório**, o país se encontra em um momento de decisões cruciais. A expectativa sobre a **taxa Selic** e a análise das novas **tarifas globais** complementam um panorama que exige diálogo constante e soluções equilibradas para garantir o desenvolvimento sustentável e a competitividade nacional. Para ficar por dentro de todas as nuances desses debates e suas repercussões, continue acompanhando o RP News, seu portal de informação relevante, atual e contextualizada, que se compromete com a apuração e análise aprofundada dos temas que moldam o futuro do Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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