A Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme), mantenedora do Hospital de Base (HB) e Hospital da Criança e Maternidade (HCM), registrou um aumento de 52,33% no número de transplantes de medula óssea realizados nos últimos cinco anos.
O total de procedimentos passou de 107, em 2020, para 163 em 2025. O crescimento está diretamente relacionado à ampliação da capacidade assistencial, com o aumento do número de leitos após a inauguração de uma nova unidade em janeiro do ano passado.

Os dados ganham destaque durante o Fevereiro Laranja, campanha dedicada à conscientização sobre a leucemia, o diagnóstico precoce e a importância da doação de medula óssea. A nova estrutura permitiu ampliar o atendimento a pacientes que aguardavam pelo procedimento, considerado essencial no tratamento de diversos tipos de doenças hematológicas.
“O número é reflexo direto do aumento da quantidade de leitos após a inauguração da nova unidade. Estamos vendo agora a repercussão numérica dessa ampliação, que possibilitou atender mais pacientes com segurança e qualidade”, afirma o Prof. Dr. João Victor Piccolo Feliciano, hematologista e chefe da Unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital de Base.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima mais de 11.540 novos casos de leucemia por ano no Brasil, durante o triênio 2023-2025, com 6.250 em homens e 5.290 em mulheres. A leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos, comprometendo o funcionamento da medula óssea e a produção normal das células do sangue. A doença pode atingir pessoas de todas as idades e, muitas vezes, apresenta sintomas inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico inicial.
Entre os sinais de alerta estão cansaço excessivo, palidez, infecções frequentes, febre persistente, sangramentos ou hematomas sem causa aparente e dores ósseas. A identificação precoce da doença aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.
As opções terapêuticas variam conforme o tipo de leucemia e o estágio da doença, incluindo quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em casos indicados, o transplante de medula óssea. Segundo o chefe da unidade, o procedimento representa uma possibilidade concreta de cura para muitos pacientes.
Cadastro do doador de medula óssea
A campanha Fevereiro Laranja também reforça a importância da doação de medula óssea. A chance de encontrar um doador compatível fora da família é de aproximadamente uma em 100 mil, o que torna fundamental ampliar o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Para se tornar doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e realizar um cadastro simples, com coleta de uma amostra de sangue. A iniciativa pode representar a única chance de cura para pacientes que aguardam por um transplante em todo o país.
A diretora técnica do Hemocentro de Rio Preto, Prof. e Dra. Andrea Garcia, explica que existem duas maneiras para se fazer o cadastro de medula óssea. A primeira é a pessoa ir até um centro que possa fazer o cadastro pessoalmente, preencher um formulário e a partir daí será feita a coleta da amostra do sangue. A outra forma é preencher o formulário virtualmente, pelo aplicativo do Redome, e validar esse cadastro indo ao centro para fazer a coleta do sangue.
“Quando o doador é escolhido para ser o doador daquele paciente, ele é acionado pelo Redome, que entra em contato, baseado no cadastro que foi feito no momento da inscrição. Por isso é muito importante que esse cadastro seja atualizado. Se o doador mudou o telefone ou o endereço, ele precisa atualizar os dados no site do Redome”, finaliza.
Atualmente, são 5,9 milhões de doadores voluntários cadastrados no banco do Redome e são mais de 125 mil novos doadores incluídos no cadastro todos os anos.
Funfarme
A Fundação Faculdade Regional de Medicina é o maior produtor SUS do Brasil. A instituição é referência para mais de 1,7 milhão de moradores de 102 municípios da região noroeste paulista, sob a jurisdição do Departamento Regional de Saúde (DRS XV), da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo.
O complexo conta com o HB, HCM, Instituto do Câncer (ICA), Ambulatório Geral de Especialidades, Hemocentro de Rio Preto e unidade do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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