PUBLICIDADE

[labads id='2']

HIV/Aids: Brasil Quer PrEP Semestral no SUS e Insiste em Acordo

Teste Compartilhamento
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Brasil prioriza o acesso a novas tecnologias de prevenção ao HIV/Aids, com foco na incorporação de medicamentos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Dia Mundial de Luta contra a Aids.

A iniciativa principal envolve o lenacapavir, um medicamento injetável de longa duração para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), desenvolvido pela farmacêutica Gilead. O produto aguarda registro sanitário no país. Aplicado a cada seis meses, o lenacapavir surge como uma alternativa eficaz ao uso diário de comprimidos, atualmente a principal forma de prevenção, e promete revolucionar a profilaxia da infecção. Estudos clínicos apontam para altos índices de eficiência na neutralização do vírus.

“Temos dialogado no sentido de apresentar uma proposta concreta e queremos participar da transferência de tecnologia desse produto para o Brasil”, afirmou Padilha, durante evento em Brasília. A exposição celebra os 40 anos da resposta brasileira à epidemia de Aids, integrando a programação do Dezembro Vermelho 2025.

O ministro também destacou que o medicamento pode ser decisivo na profilaxia de populações mais vulneráveis, especialmente jovens com dificuldade em aderir ao uso diário da PrEP.

Embora a possibilidade de quebra de patente não tenha sido mencionada, o governo sinaliza insistência na construção de parcerias para transferência tecnológica. Países da América Latina, incluindo o Brasil, não foram incluídos em uma versão genérica do medicamento, disponibilizada para 120 países de baixa renda com alta incidência de HIV.

O governo considera impraticável o preço inicialmente proposto pela empresa, que ofereceu o produto a US$ 40 a cada seis meses para países de renda muito baixa, excluindo países de renda média com um papel crucial na resposta à pandemia do HIV no mundo.

A representante da Articulação Nacional de Luta contra a Aids, Carla Almeida, defende que, caso não haja avanços em acordos, o governo brasileiro considere a quebra de patente.

A política de prevenção e tratamento do HIV/Aids no Brasil evoluiu, incorporando ferramentas como a PrEP e a PEP (profilaxia pós-exposição). Para o público jovem, o Ministério da Saúde lançou camisinhas texturizadas e sensitivas, ampliando o acesso à PrEP em mais de 150% desde 2023. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente.

O SUS oferece terapia antirretroviral gratuita a todas as pessoas diagnosticadas com HIV, com mais de 225 mil utilizando o comprimido único de lamivudina mais dolutegravir.

O Brasil registrou uma queda de 13% no número de óbitos por Aids entre 2023 e 2024. O país também avançou na eliminação da transmissão vertical da doença, da mãe para o bebê, como problema de saúde pública, aguardando reconhecimento da OMS.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE

[labads id='3']